5 destaques do 4º Fórum Mundial de Internet das Coisas e Smart Cities

Entre os dias 05 e 08 de Fevereiro, a CityTech esteve presente no 4º Fórum Mundial de Internet das Coisas e Cidades Inteligentes da IEEE, em Singapura.

Além de darmos uma palestra sobre o uso de tecnologias emergentes para a gestão de desastres em cidades, acompanhamos as principais discussões nesse grande tema que tem mudado nossa forma de interagir com o mundo!

Veja o que consideramos ser os cinco destaques dos debates no fórum:

 

1 - Cidade Inteligente, Nação Inteligente e Cidade Feliz: qual a diferença?

Durante o congresso, tivemos contato com pelo menos três desses termos: Cidades Inteligentes, Nações Inteligentes e Cidades Felizes. Mas, afinal, qual a diferença entre eles? Bem, o objetivo essencial de qualquer desses termos é definir o movimento de inserção de tecnologias para melhorar a vida e o bem-estar urbano. Até aí, nenhuma novidade.

Mas há um fato interessante nesta análise: estamos assistindo à migração da ideia da tecnologia urbana pura e simples aplicada aos serviços públicos para uma ideia de trazer felicidade para as pessoas por meio da transformação de suas relações com o ambiente urbano. Ou seja, os fins e os meios estão, finalmente, ocupando suas reais posições.

Nação Inteligente e Cidade Feliz, apesar de terem suas diferenças conceituais, estão colocando o cidadão no centro de toda essa transformação urbana, o que não é tão verdade quando falamos de Cidades Inteligentes. Esse é o ponto mais relevante dessa diferença de termos.

A nível global, parece que estamos atingindo um ponto de maturidade nos debates sobre Cidades Inteligentes: o que importa mesmo é o valor que essa tecnologia traz para a vida dos cidadãos, e não para a tecnologia em si.

 

2 - Internet das Coisas (IoT) tem de resolver problemas atuais e reais para ser um grande negócio.

Uma grande discussão dentro do tópico “Internet das Coisas” é a criação de modelos de negócios sustentáveis para manter o ritmo de inovação no mundo. Executivos e acadêmicos presentes na conferência estiveram em consonância ao dizer que os dispositivos conectados precisam resolver problemas reais e atuais da indústria, do mercado e da sociedade para serem vistos com bons olhos por investidores.

Aplicações no monitoramento do espaço urbano, no funcionamento de carros autônomos e na gestão inteligente do maquinário de indústrias são áreas em que a Internet das Coisas pode se dar bem! Parece óbvio, mas essa visão é recente no mundo de IoT. Tudo antes estava muito focado no desenvolvimento da tecnologia per se.

 

3 - Internet das Coisas e Inteligência Artificial, juntas, revolucionarão mercados!

Os dispositivos conectados tem como principal função coletar dados do mundo físico. Esses dados coletados, sozinhos, não são relevantes. É preciso de uma leitura inteligente dessa enorme coleção de dados, que produza uma informação relevante para atuar a favor de um processo, produto ou serviço.

Entra, neste momento, a relevância da Inteligência Artificial, principalmente no que tange ao aprendizado de máquina, que pode exercer a complexa tarefa de análise desses dados para atingir diferentes objetivos. As duas áreas, juntas, terão o poder de revolucionar mercados tradicionais, como já está sendo feito na indústria e em determinados serviços (mobilidade urbana e serviços financeiros, por exemplo).

 

4 - Mobilidade Urbana é tema de boa parte das pesquisas em Cidades Inteligentes.

O desenvolvimento de soluções para mobilidade urbana, utilizando tecnologias emergentes, está ocorrendo a todo vapor! Uma equipe da IBM Research Japão apresentou o projeto NavCog, uma ferramenta de navegação para melhorar a experiência de mobilidade de pessoas com deficiência visual.

Já pesquisadores da National University of Singapore apresentaram soluções tecnológicas para permitir que carros inteligentes troquem informações com outros elementos do sistema de tráfego urbano, com o objetivo de melhorar a fluidez de veículos e evitar acidentes. Esse fluxo de dados sensoriados e analisados com Inteligência Artificial é, ainda, capaz de entregar ao motorista informações úteis ao longo de seu trajeto.

 

5 - Privacidade e Segurança ganham relevância com a recente regulamentação europeia.

Na era do alto compartilhamento de informações pessoais, em troca de audiência e novas conexões em redes sociais, os temas Privacidade e Segurança ganharam mais destaque no meio de pesquisadores e executivos que trabalham com Internet das Coisas e Cidades Inteligentes, o que é uma ótima notícia.

Além de novas técnicas computacionais para proteger informações sensíveis, a discussão sobre privacidade dos dados do usuário ganhou novo capítulo com a entrada em vigor do GDPR - General Data Protection Regulation (Regulação Geral de Proteção a Dados), na Europa. Essa regulação, que se tornará obrigatória a partir de Maio deste ano, regula o uso e manipulação de dados pessoais de todo cidadão europeu em serviços tecnológicos oferecidos dentro e fora da União Europeia!